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Com ou sem palmada?

Não sei. Mas sei que aqui em casa já foi com palmada e posso dizer que não é uma tarefa que eu goste de executar, mas às vezes apenas uma palmada se fez necessária. Faz muito tempo que minha filha não leva uma palmada, nem lembro quando foi a ultima vez que dei uma palmada nela, mas sei que a ultima vez doeu mais em mim do que nela, porque a própria disse: “Mãaezinha isso não dói.” (off mas ao mesmo tempo vi medo nos olhos dela e eu não quero NUNCA que ela sinta medo de mim.) Fiquei tremula e com os olhos cheios de lagrimas. Por isto nota-se que as minhas palmadas são mais pra perda absoluta de moral do que qualquer outra coisa. Disciplina não se aprende com palmada ou com surras absurdas. Lembrei agora de quando eu era criança, minhas amigas apanhavam de ficar hematoma eu achava aquilo tão absurdo que chorava por elas.

Hoje quando as encontro na rua vejo que as surras diárias não adiantaram em nada, não as disciplinaram muito menos as deixaram educadas e prontas para o mundo. Elas são revoltadas, nitidamente mal amadas e inseguras.

Eu só apanhei uma vez na vida e foi meu pai que bateu, ele descontou as frustrações dos fracassos dele em cima de mim, me bateu a troco de nada. Mas ele mal sabe que quem castiga esquece, quem é vítima jamais esquece e eu jamais esqueci do dia que ele levantou a mão pra mim e me bateu. Aliás, ele não me bateu com a mão ele pegou uma faca larga e bateu na minha mão, minha mãe ficou indignada porque lá em casa nem gritar era permitido imagina bater. Ao bater nos filhos, os pais acham estão tentando educar ou recriminar qualquer mau comportamento, mas estão projetando suas raivas e suas frustrações em cima da criança que de nada tem culpa.

Disciplina e obediência só são aplicadas onde existe amor e onde existe amor não existe violência.

Eu prefiro conversar, explicar, exigir, permitir do que levantar a mão pra minha filha.

Eu não abro mão do castigo de jeito nenhum, mas quando falo em castigo não é violência física ou psicológica é aquela ação que vai fazê-la pensar no que fez e não repetir. Explico que o que ela fez foi errado e deixo no cantinho pensando e depois ela me diz que pensou e espontaneamente pede desculpas.

Se a criança tem um mau comportamento também sou a favor de tirar temporariamente o que a criança gosta. Por exemplo: internet, Sky, desenho animado ou o brinquedo preferido.

Seria hipócrita se eu falasse que palmadas causam traumas e que sou absolutamente contra palmadas. Eu sou contra surras e violência psicológica.

Sou a favor de conversar, explicar, exigir, permitir para disciplinar.

Mas quem nunca deu uma palmada que atire a primeira pedra. (e até mesmo me conte seu ponto de vista) Ontem eu e algumas mães debatemos esse bicho papão, conheci mães que batem pra valer e que ficaram muito arrependidas, choraram e pediram desculpas para seus filhos, conheci mães que assim como eu não batem, mas já usaram a famosa palmada e sabemos que apesar de ser “só uma palmada” palmada também é violência.

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