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Era uma vez uma menina de mais ou menos 13 anos que foi estuprada pelo padrasto e engravidou aí a Justiça autorizou o aborto, mas por sorte a criança sobreviveu ao aborto e mesmo assim a família entregou a criança para adoção. Eu chamo isso de sorte, sobreviver a um aborto é como se esse bebê falasse: Eu quero nascer, não importa como fui concebido. Eu quero nascer, eu mereço a chance de viver.

O fato aconteceu em novembro de 2009 e a vontade de Deus ou o destino ou as forças do universo ou no que você preferir acreditar é tão perfeita que a criança contrariou todas as expectativas inclusive as da medicina e continua viva, ganhou nome e sobrenome, engordou, (nasceu com 700g e hoje está com mais de 3kilos) tem se desenvolvido muito bem e até ganhou pais adotivos, pais de um amor e de uma força incrível. Vieram de uma outra cidade para buscar a filha do coração que lutou contra um aborto para ser filha deles.

O cadastro único facilitou a vida de muitos casais que sonham em ter filhos, aquela espera sem fim na fila de adoção é coisa do passado, agora quando surge uma criança em qualquer lugar do país os dados entre crianças e pais são automaticamente cruzados. Chega de crianças crescendo em orfanato. Adotar é um ato de amor e que esse ato de amor comece a mover para que outras pessoas tenham atitudes como a deste casal que não conheço pessoalmente, mas tenho todo um amor, uma admiração por eles e o desejo de que sejam muito felizes.

Noticia do Estupro em Novembro de 2009

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