Ser mãemarço 31st, 2010 @ 15:49
Ser mãe jovem me tornou mais responsável em todos os setores da minha vida, o “simples” positivo me fez responsável por outra vida. E já pensou ser totalmente responsável por um ser que provisoriamente mora dentro de você e que durante nove meses você irá gestar, se preparar e preparar a chegada de alguém que você ama incondicionalmente mesmo antes de existir.
Quando peguei o resultado positivo senti tantas coisas, algumas delas inexplicáveis, principalmente por ser jovem, solteira e com pouco dinheiro no bolso. (no meu caso era quase sem nenhum)
Mas mesmo com todas as dificuldades a partir daquele momento aprendi e comecei a viver novos sentimentos. Sentimentos que eu achava conhecer, mas parece que durante a gravidez e depois dela os sentimentos tornam-se mais intensos, o ser mais humano, ter compaixão, amor ao próximo, ter discernimento para interpretar, separar, julgar e saber diferenciar as coisas.
Não entendo como existem MÃES e mães. Mães que abrem mão de um filho por nada é difícil entender, é dificil não julgar.
Ser mãe entranhou em mim desde o primeiro momento. Ser mãe não é apenas parir ou apenas amamentar. Ser mãe é também esperar anos na fila de adoção, o processo todo de adoção vejo como um processo de gerar/gestar também. Porque não?
Ser mãe é tão complexo, é tão extenso, é tão intenso. Que pra ser melhor eu tiver que ser mãe, veja bem para ser melhor, não para ser perfeita. As pessoas pensam em mãe como sinônimo de perfeição e nós não somos perfeitas, nós choramos, nos cansamos, nos descabelamos, às vezes queremos ficar sozinhas nem que seja por 5 minutos, nós falamos não, gritamos e amamos tanto a ponto de dar nossa própria vida.
Ser mãe é reclamar que o filho não dorme nunca, que está sempre cansada, mas quando o filho dorme nós ficamos admirando o sono daquela criatura banguela e a mais perfeita da nossa vida.
Ser mãe é agradecer todos os dias pela dádiva, é pegar no pé, rir, chorar, não ter hora pra dormir ( mas pra acordar pode ser a qualquer momento), que diz ser a dona da razão, que não quer ouvir nenhuma explicação.
Ser mãe é ter o maior amor do mundo e que algumas vezes não é compreendido.
É por isso que dizem que “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá o amor materno”
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Bianca Osses
said,
março 31, 2010 at 23:34
Oi Fê!
Adorei o texto. Sabe, eu senti isso também! Me apaixonei pela idéia logo de cara (mas ninguém percebia, pq eu vomitava de 5 em 5 segundos, blé!).
A maternidade é a melhor coisa do mundo!
Beijos pra vc
Álefe
said,
abril 7, 2010 at 14:33
Não deu pra não encher os olhos de lágrima com esse texto, menina! Ser mãe é tudo isso e muuuuuuiiiiiitooooooo mais!!!! Meu Deus!!