Sempre falo que minha vida tem um antes e o depois para ser mais clara existe o antes de ser mãe e depois de ser mãe.

Antes eu saia sem preocupação alguma, agora não saio porque não tenho com quem deixar minha pequena mas isso pra mim não é nenhum peso e sim uma consequência… nem boa nem ruim apenas uma consequência.

Minha filha nunca teve babá, eu abri mão da minha carreira.  Que fique bem claro que é temporário mas abri mão sim  de ter uma carreira frenética, um salário muito bom, viagens, trabalho 28 hrs por dia com hora extra  para ter um trabalhinho mais ou menos, ganhar mais ou menos mas poder ficar em casa cuidando do que deve ser cuidado, de poder correr pro médico com minha filha sempre que ela precisa e não apenas quando o chefe autorizar, de poder participar das atividades na escola porque por menores que sejam são tão importantes pra criança, é tão triste ir até um evento em que as crianças preparam e ver aquelas crianças que não tem ninguém para prestigia-las é de doer o coração mesmo. Abri mão porque  tenho alguém que depende de mim emocionalmente e financeiramente também, então não abri mão apenas para ficar em casa e sim para ficar em casa, ter um salário incerto mas ter minha filha fisicamente e emocionalmente bem. Porque nunca pude contar com ajuda de ninguém, terminei a faculdade e fiz pós – graduação aos troncos e barrancos mas consgeui e talvez seja por isso que dou tanto valor ao meu diploma que para alguns não significa nada, mas pra mim significa TUDO porque ele foi suado e chorado também porque durante as madrugadas enquanto eu tinha que amamentar, acalentar, trocar fralda, eu estudava e chorava porque achava que não ia dar conta. Quando vi eu tinha ido mais além do que me julgava capaz.

E há quem não entenda que não posso ir a tal evento, a tal reuniãozinha entre amigos, a tal barzinho porque não tenho com quem deixar minha filha.

Não entender pode até ser um direito de quem faz questão de não entender mas não aceito julgamentos. Sempre fiz e faço o que é melhor pra minha filha. Quem não ajudou é melhor que não me atrapalhe. Sou tão feliz com minhas opções, Dos 100% das coisas que idealizei ganhar dinheiro fazendo em casa consegui chegar em 80% e pra mim isso é mais que uma vitória.  Claro que as vezes sinto falta de saidinhas pra relaxar, de algumas horas num motelzinho, de ir a um show … Mas eu até posso fazer essas coisas só não posso todo dia a qualquer hora. Preciso programar, pedir ajuda dos universitários (no caso da minha mãe) e torcer para que ela esteja sem compromisso porque avós não são obrigados a assumir netos, eles podem ajudar se sentir vontade mas anular a vida por causa dos Netos eu não aceito. Quando minha mãe diz que “não” eu não me jogo da ponte, apenas espero que na proxima oportunidade dê certo e improviso como dá.

Mas com todos os obstáculos eu amo muito mais minha vida hoje, amo muito mais as decisões que tomei, as coisas que abri mão… Amo muito mais Ser mãe.

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Fernanda Ramalho

Mãe, Publicitaria, Acreana do pé rachado, Louca por fotografia, Mulher, Completa, especialista em limpar vomito e bumbum de nenem. Também sou ponto de referência. Sim "logo ali depois daquela gordinha" mas isso vai mudar coloquei o balão intragastrico dia 8 de Junho e em 7 meses eliminei 39 kilos mas ainda não atingi minha meta portanto continuo em pleno processo de emagrecimento e ainda no ano de 2011 irei para o segundo balão intragastrico.

  7 Responses to “A Maternidade muda coisas e pessoas…”

  1. Fer
    Eu fiz essa opção com gosto. E hj mesmo rolou a maior discussão na minha casa sobre esse assunto… Pq eu me separei e nem penso em ter outra pessoa nesse momento. É um momento meu e dela. Estamos nos reestruturando, reaprendendo a viver longe do pai protetor e provedor.
    E nem cogitou de deixar ela pra sair. Talvez seja um dos fatores que acabou com meu casamento. Mas a maternidade pra mim foi mais que planejada, sonhada, almejada. Nunca senti a Bruna como um fardo e sim como um grande presente.
    Se outra pessoa quizer entrar na minha vida, tem q saber q o lugar dele será no segundo lugar da fila, pq a Bru é  e sempre será a minha primeira preocupação.
    Tenho escrito um “papo mais adulto”, nesse outro blog, http://renatajulia.wordpress.com
    Passa lá depois
    Bjos

  2. concordo com cada letra q vc digitou aí, e outra, além de tudo, eu odeio depender dos outros, carrego meu filho pra onde dá, e qdo ñ dá, prefiro cancelar o q seria feito.
    beijú.

  3. Pessoal não entende mesmo… quando eu era solteira e só tinha a Gabriela, algumas vezes minhas amigas tentavam convencê-la a ficar com a babá pra eu sair. Sim, minhas amigas…era até engraçado, pq eu conhecendo bem minha filha, sabia que quando ela dizia não, mãe, quero ficar contigo, não havia o que falar. Eu adorava sair, mas adorava também dormir cedo com ela e acordar bem disposta no outro dia, preparada pra um dia inteiro sem trabalho só curtindo minha filha.
    Ouvi muitas conhecidas dizendo pras filhas que sairiam sim, porque quando elas crescessem não iam deixar de sair por causa da mãe. É triste isso, né? Imagina uma criança de 5 anos ouvindo a mãe dizer que a está deixando hoje pq no futuro blábláblá… eu ficava com pena, me doía…
    Ter filhos é ótimo mas dá trabalho e a gente tem que abrir mão de muita coisa. E pronto. Quem é mãe sabe, mas isso não quer dizer que não seja ótimo.

  4. ola fernanda te conheci no blog “cade papai”, sou mae, solteira e moro com meus pais, entendo qd vc fala, eu tb vivia viajando, saia sem hr para voltar, e hj é só qd dá e com hora para voltar, nunca dormi fora sem minha filha. Tenho sorte de meus pais sempre estarem em casa, entao qd dá para sair, vou, mas se ela chorar, eles me ligam e logo volto. Por outro lado é maravilhoso dormir com ela, nao perder noite em vão, desgastes desnecessarios, ser mae é maravilhoso, a força reaparece sempre, nossas vontades estao em segundo plano mas com a certeza que Deus tudo vê e nos abençoa, mae e filha, dia após dia! DEUS ABENÇOE VOCÊ E SUA FILHOTA! A minha esta c 2 anos e 9 meses! Renata e Maria Clara

  5. Vcs são heroinas!!! eu tenho o pai comigo e ja é uma luta danada…
    meu marido as vezes reclama que a gente nao sai nunca so nós, que sempre tem que levar a filhota, mas no fundo eu prefiro ficar com ela…uma unica vez que fomos no shopping sozinhos,  lembramos e falamos dela o tempo todo, “ela ia adorar isso”, ou “ela pediu uma dessa” no final lanchamos, e voltamos pra casa com varias sacolas, para ela… kkkkkkkkkk
    Eu sei que o casal tem que ter um tempo pra eles, mas minha filha é tão parte de mim que não consigo desligar…e acho que uma mulher que não pensa assim,  pode até amar o filho, mas não tanto quanto nós…rsrsrs

    bjs

  6. Concordo inteiramente com vc! Tbm tive que abrir mão de várias coisas após ser mãe, mas não me arrependo de nada. Tenho que levar o Yuri para quase todos os lugares a que vou, por isso meus programas com o marido sempre tem que ter um playground no meio. rs. Pelo menos ele brinca e a gente sossega um pouco. Mas tbm sou feliz demais!!
     
    Bjs!

  7. Fernanda,
    Concordo, concordo, concordo.
    Comigo foi a mesma coisa e minha felicidade triplicou.
    bjim

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