Eu sempre sonhei em ter muitos filhos, pelo menos quatro filhos um coladinho do outro pra casa ser um eterno jardim de infância. Para as gargalhadas ficarem tatuadas na alma. Mas aí eu tive a minha Gabriella, a minha primeira e única herdeira (de todas as minhas dividas) e o tempo passa muito rápido. Porque até data definida eu tinha, filhos muitos filhos antes dos 30 depois não quero mais. Estou quase nos 30 e pra mim já é tarde para encher a casa. Então adotei a filosofia do filho único e a  parte chata é que a nossa cultura impõe filhos muitos filhos e quando se tem filho único ele fica ali no cantinho, abandonado esquecido por essa mesma sociedade que cobra até da criança que ela precisa ter irmãos.  Ainda bem que essa cultura vem mudando e hoje ser filho único pode ser saudavel. É o que aponta a revista Isto é e as relações que observo.

Hoje em dia ter apenas um filho virou uma maneira de criar melhor, veja só HOJE não tenho condições de dar para  mais mais 3 crianças as mesmas coisas que posso dar para Gabriella (filha única). Eu quero proporcionar a Gabriella uma boa escola, bons cursos, boa faculdade é como a  @NannySantana disse no twitter: “Melhor um bem criado do que 3 necessitados. Não é?”

Quem realmente pode ter 6 filhos que tenha, uma familia grande é uma familia linda mas eu não posso  então é preciso respeitar e acabar com o estereótipo de que filho único é filho problemático.  Ter filho único não é fácil como parece não, é preciso dosar diariamente os limites para que a criança não fique a vontade e vire um reizinho insuportável;

É preciso dosar a superproteção, porque se temos apenas um filho coisas surreais passam pela nossa cabeça (não precisa ser mãe de um só pra saber o que se passa na cabeça, basta ser mãe) só que com filho único a vontade de proteger é potencializada. Então é preciso tomar cuidado para que o excesso de cuidados não prive a criança de viver de forma saudavel.

Como ter apenas um filho facilita na hora das compras é preciso saber que não se pode encher uma criança de presentes, que não se pode dar tudo de mão beijada. Por ser filha única a minha filha recebe muito mais incentivo emocional e financeiro do que ela receberia se tivesse mais irmãos.  Então eu preciso fazer com que ela conquiste as coisas e não simplesmente receba de mão beijada.

Existem outras formas da criança ter uma vida social e aprender a compartilhar sem ter irmãos. Existem os amigos, os primos e os vizinhos…

Amo minha irmã loucamente mas passamos nossa infância mais brigando do que compartilhando e ou aprendendo algo juntas.  Temos uma diferença de idade de 7 anos e acredito que essa diferença foi um ponto negativo porque enquanto ela estava numa fase eu estava em outra. Ela não queria participar da minha fase e eu queria fazer parte da fase dela loucamente e isso era um grande motivo para brigarmos. Então os filhos que eu sonhava ter eu sonhava em te-los com idade bem próximas. (A Lubrasil pra mim é um dos exemplos de mãe de três  que gostaria de ser, ela consegue ser mãe igualmente para os três. Não deve ser fácil mas ela da conta do recado, talvez a idade próxima entre as crias facilite de alguma forma.)

Vejo também que em algumas familias numerosas alguns filhos são criados como filho unico pela grande diferença de idade entre eles. Então pra mim  valeria a pena ter um encostadinho do outro.

A Isto é mostra também que filhos unicos tem mais chances de serem bem sucedidos por causa a intensidade do investimento emocional e financeiro. Criar um filho é bem caro, na mesma revista diz que criar um filho da gravidez aos 23 anos custa mais de 400 mil reais.  O fato é que as familias tem diminuído e hoje ser filho único não é mais coisa de outro mundo. É possível criar apenas um filho e ele não ser um “reizinho” insuportavel e um adulto extremamente egoísta afinal ninguém é egoísta, egocêntrico e mimado por ser filho unico e sim por não ter recebido a educação adequada. Moldar um ser humano não tem ligação com a quantidade de irmãos que ele tem e sim pela educação que ele recebe e o meio em que ele vive.

(post inspirado na revista Isto é – o Reinado do filho único)

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Fernanda Ramalho

Mãe, Publicitaria, Acreana do pé rachado, Louca por fotografia, Mulher, Completa, especialista em limpar vomito e bumbum de nenem. Também sou ponto de referência. Sim "logo ali depois daquela gordinha" mas isso vai mudar coloquei o balão intragastrico dia 8 de Junho e em 7 meses eliminei 39 kilos mas ainda não atingi minha meta portanto continuo em pleno processo de emagrecimento e ainda no ano de 2011 irei para o segundo balão intragastrico.

  6 Responses to “Nem sempre os sonhos podem se tornar realidade. (O Reinado do filho unico)”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by adaildoneto, Fernanda Ramalho. Fernanda Ramalho said: Novo post no Blog, Nem sempre os sonhos podem se tornar realidade. (O Reinado do filho unico) – http://tinyurl.com/289bjje […]

  2. Olha, Fê,a minha experiência foi bacana… sou filha do meio do primeiro casamento da minha mãe, onde somos 3 em escadinha. Como diz minha mãe, nos bastávamos na infância! Depois ela casou de novo e meu padrasto já tinha uma filha, uns 3 ou 4 anos mais nova q eu. Depois nasceu o Binho (7 anos de diferença) e nós cuidávamos dele. ELE foi tratado como o filho único e principezinho… graças a Deus conseguimos não deixar q ele seja um chato! rs O mais engraçado é que eu me dou melhor com o Binho, mas com os outros tbm é bacana.
    Enfim… eu tbm sempre sonhei com pelo menos um irmãozinho(a) pra Sofia! A verdade é que eu queria, pra mim, outra gravidez, ao lado de alguém bacana, q estivesse ao meu lado, diferente do que passei. Mas aí… o Sandro tem duas moças (11 e 15 anos – e elas tem esse problema q vc teve com a sua irmã…). Comé q crio coragem pra ter mais um???? rs
    Mas não digo q não vou ter… vou deixar o tempo correr… Hoje, na verdade, é difícil criar até a Sofia! Mas vamos ver… quero outro emprego, minha casa e aí, deixa rolar! rs
    Um beijo

  3. Fe, eu tb li essa matéria esperando um taxi essa semana.
    Tb sempre sonhei com mais de 1 filho. Mas já com 35 anos, sem nenhum pai em vista, acho mto dificil.
    E sinto muito por nao poder dar um irmao para a BRuna. Eu tenho 3 e nao me imagino sem elas. Sempre fomos muito unidas e sempre uma pela outra.
    Esse mês todo que eu estou longe de casa, minhas irmas tem se revezado em cuidar da Bruna, passando mto mais tempo com ela do que o pai.
    Entao, acho triste q ela nao tenha isso tb. Mas reconheço que não teria condiçoes de dar o mesmo padrao de vida para outra criança hj.
    Dentro da realidade que eu vivo, a Bruna será a única.
     
     

  4. Muito difícil né flor
    Digo ao Alê todos os dias que queria ter vários mas as condições só nos permite pensar em criar bem a Júlia mas vamos ver….queremos mais um…
    As coisas nãoi estão nada fáceis/beijos

  5. Eu sou doida pra ser mãe, mas sempre quis dois, e achava que casaria cedo e teria filhos cedo, como minha mãe, depois que comecei a namorar sério e pensar de verdade nisso tudo, caiu a ficha que dois já é muito, um só tá de bom tamanho, se a situação melhorar e muito, sonho em adotar um, mas confesso que dou prioridade em gerar, (acho a gestaçãoa parada mais fascinante do mundo) Mas realmente um só tá de muito bom tamanho, vi hj qndo retuitou sobre ter um bem cuidado e tals, CONCORDO  e muito!! insanidade colocar aquele bando de filho no mundo, acaba se tornado feio, é colocar mesmo, pq criar não dá.
    Meu namorado é filho único, de uma mãe que dá a vida (não só por ele) mas pra satisfazer os desejos dele, até hj com 28 anos, e vejo que isso é PÉSSIMO, não por dar tudo, mas por também tomar decisões, por resolver tudo por ele, por dar tudo de mão beijada, eu nunca fui assim, deixei de ser criança muito cedo, e sempre resolvi minhas coisas, tem dois anos que nos conhecemos, ele vem vivenciando comigo, coisas que ele nunca vivenciou, e agora esse mundão todo aí, vem cobrando isso dele, ele não aproveitou essa regalia toda e achou que a vida ia ser mil maravilhas…agora ele sofre e vive toda consequencia dos atos de menino mimado, “reizinho”, as coisas vem mudando, e doendo muito…
    Então, vai da maneira que cria, ela sempre deu tudo, sempre fez tudo, e agora ela cobra diariamente que ele se torne homem e tudo mais, todos ao redor sofrem com isso, e quem segura as pontas é a bonita aqui, penso que ter filho único, basta, e essas paradas de filho problemático e afins, é coisa do passado, o tempo tá correndo muito, e eles estão acompanhando tudo isso…
    Fernanda, já revirei seu blog, gosto muito do que escreve e da maneira que escreve, dá pra perceber que tua missão de mãe está sendo muito bem feita…acho muito legal a maneira que educa a Gabi….é um exemplo!
    beijos!
    #desabafei haha

  6. Olá Fe!
    Não li essa reportagem, mas olha, sou filha única e não fui criada como princesinha não bem que eu queria ter sido, hahaha! Quando eu tive a Luana estipulei que teria outro até fazer 30 anos, ou não teria mais, não por mim, mas porque a diferença entre a Luana e o outro irmão seria grande demais. Eu teria pelo marido, que não tem os filhos dele. Por fim, não me animei, não sou muito paciente, assumo que adoro a Luana mocinha. E sou 100000% a favor de ter um filho só. É mais prático pra criar, pra pagar as contas, dar estudo, curso de inglês, atividades extras, roupa, plano de saúde, viagem, etc, etc, etc. Até quando a gente precisa de uma ajudinha, todo mundo ajuda quando vc tem um, mas quando vc tem mais de um, ai fica difícil. O bom, é que o pai da Luana, bem mais animado que eu, deu á Luana uma irmã que hj tem 3 anos, e em outubro ela ganhará um irmão. Ela mesma diz que tem os irmãos que queria tanto ter, sem ter que morar com eles, brigar todo dia, a parte chata de ter-los! hahahaha!:digna:  Beijos

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