Quando fiquei disposta a mudar minha vida, minha alimentação e minha rotina eu não imaginei que fosse mudar o de muitas pessoas ao meu redor, como mãe, irmã, secretaria, amigos e principalmente minha filha.
Gabizinha nasceu com baixo peso e ninguém esperava que depois de 2 anos ela fosse se tornar uma criança gordinha, mas o fator alimentação não foi o principal (apenas contribuiu), porque ela até 3 anos era bem chatinha pra comer, na verdade ainda é. (pra salada e feijão) Tem o fator genético e o fator medicamentoso. Minha filha já tomou muito corticóide devido as alergias e pneumonias que já teve.
Antes de colocar o balão eu expliquei pra Gabriella tudo o que aconteceria comigo e porque iria acontecer aquilo, expliquei que sempre fui gordinha e linda (modéstia passou longe hein?) e que ser gordinha não é problema algum desde que seja gordo e saudável. Só que um dia a gordura vai alem do que o corpo aguenta e começam aparecer doenças, no meu caso foi o fígado que gritou e eu não quero que o corpo dela sofra. E eu não quero que minha filha passe por nada do que passei, eu sofria bullying na escola por ser gorda, eu sempre era excluída de algumas coisas da “tchurma” por ser gorda, sofri bullying na família, tenho um tio que quando criança me fazia passar vergonha demais, quando eu ia pra piscina e ele estava lá ele ficava falando: “êe gordinha, vai secar a piscina” quando eu entrava na piscina ele dizia: “eita acabou a água da piscina vai ter que encher mais” eu era criança e aquilo me deixava constrangida, pra mim foi mais fácil deixar de ir a piscina e até hoje não vou a piscina nenhuma é uma coisa que preciso superar e vou superar…
Mas essa discriminação e esses apelidinhos de mau gosto só aconteceram até o dia que aprendi e me posicionei quanto a minha gordura, eu me amei de verdade, assumi meus quilos a mais, fui feliz e ignorei as pessoas que não me tratavam bem por eu ser gorda. (mas o trauma da piscina ficou – o unico, talvez isso tenha me magoada mais por ter sido alguem da minha filha, até hoje eu não suporto nem olhar pra esse tio, não suporto e todo mundo sabe disso)
Foi um período chato e difícil da minha vida. Eu sou filha de uma geração que ter filho gordinho era cutie demais, que criança gorda que era criança bonita! Sou filha de uma geração que encher o filho de comida qualquer comida era sinônimo de bom apetite, sou filha de uma geração que não sabia o que era light, diet, trans, carboidratos, açúcar bom e açúcar ruim.
Depois que coloquei o balão intragastrico, a minha mudança fez Gabriella perder 5 kilos em 3 meses, só por esse fato o balão valeu a pena (em dobro porque em 3 meses já perdi 24 kilos). Ela está muito feliz com as roupas que voltaram a dar nela, quando as pessoas percebem que ela emagreceu os olhos dela brilham….
Antes mesmo de colocar o balão intragastrico aqui em casa tínhamos regras como:
- Refrigerante só final de semana e olhe lá.
- Dar preferência aos sucos e alimentos integrais.
- Evitar frituras e óleos.
- Salgadinhos (como fandangos & Cia) só de vez em nunca.
- Doces só em festas.
- Sorvetes calóricos só final de semana. Na semana (e esporadicamente) era permitido de frutas, afinal eu moro no Acre aqui é muito quente e negar sorvete só em caso de doença mesmo.
Mas isso não era o suficiente! Foi preciso eu colocar o balão intragastrico para que a família inteira se conscientizasse da alimentação, da importância de se alimentar bem!
Hoje Gabriella foi na nutricionista e a nutricionista é ótima, deu pra ver que ela também é preparada para atender crianças. Gabriella adorou! Como Gabriella já perdeu 5 kilos, no momento a meta é manter o peso perdido e se der pra perder 1 kilo por mês ótimo, se não é apenas manter, Gabriella está em fase de crescimento, hoje ela tem 5 anos e já tem altura de uma menina de 7/8 anos. UoooooooU eu tenho uma gigante adorável em casa!!!
Gabriella diz que não suporta salada e a medica usou o poder do convencimento para provar que ela poderia gostar de salada sim a medica explicou que: para falar que não gostamos de algo precisamos ter experimentado esse alimento por pelo menos 10 vezes, ou seja, é necessário provar varias vezes por vários dias até o organismo se adaptar aquele sabor. Ela mostrou a pirâmide alimentar pra Gabriella de uma forma bem divertida ao invés de aplicar um cardápio traumatizante ela aplicou dicas para uso diário e religiosamente!!!!!!!! (se alguém quiser é só enviar e-mail pra mim: idealizando@gmail.com)
Estou muito satisfeita com os resultados que o balão intragastrico tem proporcionado a mim e para aqueles que estão ao meu redor. Quero que minha filha seja filha de uma geração que se alimenta bem, que se preocupa não com a estética e sim com a saúde. Que seja filha de uma geração de decisões inteligentes, que ao invés de comer manteiga cabeça de touro escolha comer margarina light, geléias e etc. Que possa comer chocolate, tapioca, tacacá e etc… mas tudo moderadamente.
Eu quero ser mãe de uma geração que saiba fazer escolhas!!!
Foto tirada ainda pouco no supermercado pelo @jamespequeno

Olha quanta coisa gostosa ali atrás, só vi agora haahah ainda bem que já estou em casa!!!