De onde saiu essa “cultura” de que menino que brinca com bonecas obrigatoriamente será gay??Isso pra mim não é cultura é preconceito. Acho tão absurdo quando pais proíbem seus filhos de brincar de boneca porque segundo eles é um estimulo a homossexualidade. A “maldade” e o preconceito encontram-se na cabeça dos pais e não das crianças. A diferença do rosa para menina e azul para menino foi a sociedade que criou, porque menino não pode usar rosa??? Não existe nada que justifique.

Lembro o quanto brinquei de carrinho com meu vizinho (um beijo Michel) e nem por isso me tornei lesbica. E dou graças a Deus por minha mãe nunca ter tido problemas com isso e ter me deixado ser livre para conviver com as diferenças e descobrir naturalmente as coisas ao meu redor. Sempre fui muito moleca, brincava de carrinho, jogava futebol e isso só me fez ter muita admiração pelos meninos que jogavam bola 10x melhor do que eu.

Quando vejo um menininho brincando de boneca, logo penso que ele esta treinando pra ser um ótimo pai.

E quando vejo minha filha brincando de carrinho logo penso que ela vai ser uma ótima motorista quando crescer.

O meio mais feliz para uma criança viver é um meio não opressor, um meio onde a criança tenha liberdade para descobrir o mundo. As coisas acontecem naturalmente independentes da vontade dos pais, os filhos são do mundo, suas vontades e escolhas na vida adulta não dependem da vontade e das escolhas dos pais.

Uma cor ou um brinquedo não define a orientação sexual de ninguém.

Então vamos criar nossos filhos com base na liberdade, no amor, no respeito e não no preconceito.

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Fernanda Ramalho

Mãe, Publicitaria, Acreana do pé rachado, Louca por fotografia, Mulher, Completa, especialista em limpar vomito e bumbum de nenem. Também sou ponto de referência. Sim "logo ali depois daquela gordinha" mas isso vai mudar coloquei o balão intragastrico dia 8 de Junho e em 7 meses eliminei 39 kilos mas ainda não atingi minha meta portanto continuo em pleno processo de emagrecimento e ainda no ano de 2011 irei para o segundo balão intragastrico.

  2 Responses to “Meninos e bonecas. Meninas e carrinhos…”

  1. A nossa sociedade se considera tão evoluída, mas em alguns pontos ainda se encontra cheia de tabus e preconceitos. Mesmo no início do século XXI, os pais ainda morrem de medo de o filho ou a filha “virar” homossexual e ficam tentando estabelecer regrinhas para identificar se o filho/a tem essa inclinação. Se ele brincar de boneca, então.. se ela brincar de carrinho, então… se ele gostar da cor rosa, então… se ele for mais delicado, então… talvez para poder “corrigir” a tempo essa tendência, como se isso fosse possível.

    Acho que isso vem da ideia equivocada de que gay masculino é uma mulher mal resolvida e uma lésbica é um homem mal resolvido. Muitos gays masculinos são efeminados e tentam se espelhar em gestos e estilos femininos. Muitos não são e não fazem isso. No meu entender, a imagem quase folclórica que temos do gay efeminado é um produto de uma sociedade por muito tempo extremamente restritiva e intolerante, que só admitia uma possibilidade: se você é homem, então tem de gostar de mulher e se você é mulher tem de gostar de homem. Então, se o garoto era homem e gostava de homem, ele não podia se ver (no sentido de ter uma identidade psicológica) como homem, mas apenas como uma espécie “mulher diferente”. Acho que vem daí essa identificação dos meninos gays com esses trejeitos, estilo e preferências femininas, tentando se ajustar no padrão impossível imposto pela sociedade. Hoje em dia, essa rigidez está diminuindo aos poucos e vemos cada vez mais gays que não são caricaturas de mulheres.

    Tenho certeza que um dia a homossexualidade será vista como algo perfeitamente aceitável e natural por todos. Hoje, apesar dos avanços em direção a uma sociedade mais tolerante, ainda não é assim. Um dia será tratada da mesma forma que a questão da “mulher separada”. Antigamente, a mulher sem marido era vista de forma preconceituosa pelas pessoas. Hoje, é algo natural. Acho que ninguém olha atravessado para uma mulher divorciada. Mesmo que alguma pessoa tenha problema com isso, é um caso isolado e a sociedade em peso condena esse tipo de atitude como algo sem sentido. No caso da homossexualidade, a sociedade ainda está dividida. Ainda há muita violência com os homossexuais. Por incrível e contraditório que pareça, grande parte dessa violência vem dos jovens, que deveriam justamente ter a mente mais aberta. Vai entender.

    É isso. Um dia a homossexualidade não será mais tratada como uma grande questão a ser discutida. Será simplesmente um fato da vida, da mesma forma que um homem ou uma mulher ser divorciado e se casar novamente ou não. E, nesse contexto, as cores e os brinquedos perderão o seu componente “sexual” e voltarão a ser simplesmente cores e brinquedos.

    Beijos, Geraldo.

  2. […] li esse ótimo post aqui no blog “Brindo à Vida“, da Fernanda Ramalho, que transcrevo […]

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