Eu esperei, esperei e fiz de um tudo, mas não consegui.  Cheguei bem próximo ao meu peso ideal com o balão intragastrico, que por sinal foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. (recomendo!), mas tive câncer na tireóide e tive que retirar a tireóide, fazer iodoterapia e radioterapia. Hoje tomo dois tipos de hormônios e mais uns oito comprimidos pra poder seguir a vida!

E o que aconteceu? Engordei mais de 20 kilos. Não tenho mais roupa do meu novo guarda – roupa pós balão intragastrico que dê em mim. Estou imensa e desesperada.  E agora sofro de uma síndrome metabólica pós tireoidectomia.

 

Pausa para uma explicação mais elaborada, retirada do site: www.diariodeumaexgordinha.com.br

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“A localizada na parte anterior do pescoço e produz os hormônios T3 (tiiodotironina) e T4 (tiroxina) que atuam em todo o nosso organismo, regulando o crescimento, digestão e o metabolismo.

 

Nem sempre a causa de quilos em excesso é uma má alimentação. Se você faz dieta, exercícios físicos regulares e não consegue emagrecer, procure um médico. Você pode ter hipotireoidismo. Essa doença de nome complicado pode aparecer em qualquer idade. O que acontece é que a glândula tireóide, localizada na altura do pescoço, pára de funcionar. Conseqüentemente, os hormônios produzidos por ela. responsáveis pela regulação do metabolismo, deixam de ser produzidos. Sem eles, o corpo passa a funcionar mais lentamente e é por isso que ocorre retenção de tudo o que se ingere. O resultado é aumento de peso e inchaço. O hipotireoidismo pode ser auto-imune, ideopático ou cirúrgico. Isso quer dizer que é um tipo de doença em que a genética não diz nada. Ela pode ser detectada num simples exame de sangue e o tratamento é feito com reposição hormonal. Os sintomas são aumento de peso e medidas constante. Se aparecer na infância, é ainda mais perigosa. Ela pode causar nanismo. Isso significa que a criança pode virar anã. Por isso, é muito importante que se faça todos os exames antes de o bebê nascer e logo após o nascimento. Não brinque com a saúde.

Faça sempre um check-up e esteja em contato com seu médico. Só assim, a busca por uma vida saudável terá sucesso

 

Síndrome Metabólica: Tireóide, Diabetes e Obesidade.

“Hipertensão arterial, resistência à insulina, disglicemia, dislipidemia, inflamação vascular e estado protrombótico são consideradas seqüelas da gordura abdominal e caracterizam a Síndrome Metabólica”, explica o Dr. Roberto Raduan, presidente da SBCM/SP. É possível prevenir, ou retardar, o desenvolvimento da Síndrome Metabólica através da adoção de um estilo de vida saudável, que deve incluir dieta equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico para controlar outros aspectos da saúde, como pressão arterial e níveis de açúcar e gorduras no sangue. É importante que o Clínico Geral esteja preparado para reconhecer e tratar a Síndrome Metabólica porque seu papel vem se tornando cada vez mais importante e abrangente. Cabe a este profissional avaliar o paciente como um todo, fazer o diagnóstico, orientar e acompanhar o tratamento. Se necessário, encaminhar a um especialista, mas muitas vezes é o único médico ao qual o paciente tem acesso. O acompanhamento de nutricionista, psicólogo, educador físico e outros profissionais da saúde também é importante para o sucesso do tratamento. Apesar da maioria dos serviços de saúde reconhecer a importância do tratamento multiprofissional, na prática, poucos o oferecem, até por limitações financeiras. Diante disso, fica nas mãos do Clínico Geral a orientação psicológica e nutricional, além do atendimento médico propriamente dito. Dirigido a todos os profissionais da saúde, o curso englobará o manejo dos nódulos tireoidianos na prática clínica; o Hipo e Hipertireoidismo Subclínico; o tratamento farmacológico da obesidade e da síndrome metabólica; a hipertensão arterial sistêmica; as novas drogas para tratamento do Diabetes tipo 2; e a insulinoterapia no Diabetes tipo 2.

A TIREÓIDE E A OBESIDADE

 

Dentro do nosso corpo existem diversos órgãos (coração, pulmões, fígado, rins, intestinos, etc), cada um executando determinadas funções para que nós possamos sobreviver. Como numa orquestra, eles precisam funcionar harmonicamente para que nossa saúde seja perfeita. Mas é na parte da frente e inferior do nosso pescoço que está localizado um órgão pequenino (pesa quase 30 gramas) mas muito poderoso, pois seu mau funcionamento é capaz de desafinar toda essa orquestra: a tireóide. Você deve estar se perguntando como um órgão de tamanho tão desprezível pode fazer tanto estrago. O segredo é que a tireóide é o que chamamos de glândula: ela produz e lança diretamente no sangue substâncias chamadas hormônios; assim, pegando carona na corrente sangüínea, esses hormônios podem atingir todos os órgãos do nosso corpo. E não é preciso “inundar” o sangue com estes hormônios: basta uma ínfima quantidade chegar a qualquer órgão para influenciar o funcionamento de todas as suas células.

Os hormônios da tireóide, os famosos T3 e T4, são como o pedal do acelerador de um carro: seu excesso ou sua falta, respectivamente, aceleram ou desaceleram o metabolismo, as reações químicas que acontecem no interior das células para gerar energia. A disfunção mais freqüente da tireóide é o HIPOTIREOIDISMO, situação em que a tireóide produz uma quantidade de hormônios abaixo daquela necessária para o funcionamento normal do organismo, deixando toda a nossa “máquina” mais “lenta”. No início, o problema pode passar despercebido e só ser diagnosticado através de exames de sangue. A pessoa pode até passar por “preguiçosa”, “sem força de vontade”, pois está sempre se queixando de fadiga, sonolência, dores no corpo, mal-estar, memória fraca, desinteresse pelo trabalho, falta de concentração, raciocínio lento, desânimo até mesmo para realizar as suas atividades do dia-a-dia, e ganho de peso. Mas, conforme vai piorando o grau do hipotireoidismo, podem surgir vários outros sintomas e, nos casos mais graves, se não houver tratamento, a pessoa pode até entrar em coma. Veja alguns destes outros sintomas e sinais do hipotireoidismo: depressão, diminuição da audição, freqüência cardíaca baixa, aumento da pressão arterial, aumento do volume do coração, falta de ar, diminuição da ventilação pulmonar, ronco, apnéia do sono, prisão de ventre, diminuição do volume de urina, dores articulares, fraqueza e dores musculares, cãimbras, diminuição de massa óssea, pele fria, pálida e seca, transpiração diminuída, palmas das mãos amareladas, inchaço, queda de cabelos, cabelos sem brilho, diminuição do crescimento de pelos e unhas, unhas fracas e quebradiças, diminuição de libido, irregularidade menstrual, falta de ovulação e dificuldade para engravidar, abortos espontâneos, anemia, intolerância ao frio, tendência a “queda do açúcar no sangue” (hipoglicemia), aumento do colesterol, diminuição do crescimento e atraso da idade óssea nas crianças. Como você pode ver, todos estes sinais e sintomas se confundem com os sintomas de muitas outras doenças.”

 

Deu pra entender mais ou menos o que estou passando ne? Não tenho tireoide. Quem me conhece sabe que não sou a pessoa mais a favor da cirurgia de redução de estomago. Porque sim, acho agressiva, acho perigosa, acho que muitos médicos banalizaram a pratica e que operam sem necessidade. Mas existem casos e casos, muitos casos realmente precisam da cirurgia de redução, já outros podem ser resolvidos com reeducação alimentar, atividade física, psicólogo e ate o balão intragastrico. Mas o meu caso não funciona mais nenhuma dessas alternativas e eu me sinto obrigada a fazer a redução. Por quê?  Porque tenho medo de chegar a 140 kilos outra vez (peso que tinha quando optei pelo balão; já fui muito feliz pesando 140 kilos, mas hoje não sou feliz pesando 117 kilos; e pela minha saúde. Chega de doença. Morro de medo de outro câncer, de outra doença seria que posso evitar emagrecendo.

Ano passado procurei um medico em Goiânia especialista em cirurgia de redução, não operei na época porque achei que poderia tentar mais uma vez emagrecer sem a redução, mas não deu.

E agora estou aqui me preparando pra enfrentar essa cirurgia, morrendo de medo e pedindo um milagre do emagrecimento pra não ter que recorrer a cirurgia.

E não. Não é porque vou operar que to comendo desesperadamente. Continuo de boca fechada e agora inventei de fazer a dieta Detox. Amanha falo sobre e sobre a técnica de cirurgia de redução de estomago que escolhi!

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Fernanda Ramalho

Mãe, Publicitaria, Acreana do pé rachado, Louca por fotografia, Mulher, Completa, especialista em limpar vomito e bumbum de nenem. Também sou ponto de referência. Sim "logo ali depois daquela gordinha" mas isso vai mudar coloquei o balão intragastrico dia 8 de Junho e em 7 meses eliminei 39 kilos mas ainda não atingi minha meta portanto continuo em pleno processo de emagrecimento e ainda no ano de 2011 irei para o segundo balão intragastrico.

  7 Responses to “Escolhi Reduzir.”

  1. Eu não sou muito a favor da cirurgia, sabe? Mas quando é a última das opções, claro, é preciso se lançar. Sorte, amiga. Vai dar certo…

  2. Oie Fernanda,

    Eu tbm não sou a favor de se submeter a cirurgia da forma banalizada que ela acontecem, mas acho que sim quando é uma questão de saúde ela é uma alternativa que deve ser usada,

    E vc já é vencedora e vai ser um sucesso a cirurgia :)

    Bjmmm

  3. oi eu não sou a favor da ciru…pq não põe o balão novamente??? conheço pessoas que tiveram osteosporose após a cirurgia de redução….e pessoas mais próximas ainda que deixam de sair por soltarem “gases” que dão ansia de vômito em quem tá perto, que deixaram de ter vida social por isso e que por prenderem muito, o organismo acaba soltando sem a pessoa perceber….fora a pele que está super feia…..ah lembrei …e outra pessoa que já operou 2 vezes de hérnia e 1 vez por conta da vesícula…..essas coisas ninguém fala…….tenta ir controlando seu peso e mantém…eh melhor do que isso? não acha? pensa bemmmm pq não tem volta……

  4. Oi Fernanda
    Também era reticente à cirurgia, até que cansei de anos e anos de dieta, exercício e até métodos “alternativos”, de não ter mais vida, e ver minha saúde se transformar numa bomba relógio.
    Operei em março, e estou ótima. Já me acostumei totalmente, parece que sempre fui assim.
    O que posso te dizer é que, fazendo tudo direitinho, seguindo as regras e tomando as medicações recomendadas, as chances de problemas são mínimas.
    Se quiser fazer alguma pergunta (eu, pelo menos, enchi duas amigas minhas com perguntas sobre a “vida pós cirurgia”), estou à disposição.
    Boa sorte!

  5. Oii tudo bem? achei muito interessante suas postagens cheguei aqui por um acaso! tava pesquisando por pessoas que fizeram tireoidectomia tbm…
    será que sua dosagem de hormonio esta adequada procura um novo endocrino!
    eu fiz cirurgia faz 2 semanas mas a médica disse que demora um pouquinho pra acertar a dosagem ideal, enquanto nao acerta seu corpo fica sofrendo com esses sintomas de “hipotireoidismo” pode ser uma das causas da dificuldade da perca de peso?
    se for a ultima solução a cirurgia boa sorte viu! força!
    beijos

  6. E aí Fernanda, reduziu? Como está?? Bjos!

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