Nem sempre os sonhos podem se tornar realidade. (O Reinado do filho unico)Posted on julho 21st, 2010 @ 16:50
Eu sempre sonhei em ter muitos filhos, pelo menos quatro filhos um coladinho do outro pra casa ser um eterno jardim de infância. Para as gargalhadas ficarem tatuadas na alma. Mas aí eu tive a minha Gabriella, a minha primeira e única herdeira (de todas as minhas dividas) e o tempo passa muito rápido. Porque até data definida eu tinha, filhos muitos filhos antes dos 30 depois não quero mais. Estou quase nos 30 e pra mim já é tarde para encher a casa. Então adotei a filosofia do filho único e a parte chata é que a nossa cultura impõe filhos muitos filhos e quando se tem filho único ele fica ali no cantinho, abandonado esquecido por essa mesma sociedade que cobra até da criança que ela precisa ter irmãos. Ainda bem que essa cultura vem mudando e hoje ser filho único pode ser saudavel. É o que aponta a revista Isto é e as relações que observo.
Hoje em dia ter apenas um filho virou uma maneira de criar melhor, veja só HOJE não tenho condições de dar para mais mais 3 crianças as mesmas coisas que posso dar para Gabriella (filha única). Eu quero proporcionar a Gabriella uma boa escola, bons cursos, boa faculdade é como a @NannySantana disse no twitter: “Melhor um bem criado do que 3 necessitados. Não é?”
Quem realmente pode ter 6 filhos que tenha, uma familia grande é uma familia linda mas eu não posso então é preciso respeitar e acabar com o estereótipo de que filho único é filho problemático. Ter filho único não é fácil como parece não, é preciso dosar diariamente os limites para que a criança não fique a vontade e vire um reizinho insuportável;
É preciso dosar a superproteção, porque se temos apenas um filho coisas surreais passam pela nossa cabeça (não precisa ser mãe de um só pra saber o que se passa na cabeça, basta ser mãe) só que com filho único a vontade de proteger é potencializada. Então é preciso tomar cuidado para que o excesso de cuidados não prive a criança de viver de forma saudavel.
Como ter apenas um filho facilita na hora das compras é preciso saber que não se pode encher uma criança de presentes, que não se pode dar tudo de mão beijada. Por ser filha única a minha filha recebe muito mais incentivo emocional e financeiro do que ela receberia se tivesse mais irmãos. Então eu preciso fazer com que ela conquiste as coisas e não simplesmente receba de mão beijada.
Existem outras formas da criança ter uma vida social e aprender a compartilhar sem ter irmãos. Existem os amigos, os primos e os vizinhos…
Amo minha irmã loucamente mas passamos nossa infância mais brigando do que compartilhando e ou aprendendo algo juntas. Temos uma diferença de idade de 7 anos e acredito que essa diferença foi um ponto negativo porque enquanto ela estava numa fase eu estava em outra. Ela não queria participar da minha fase e eu queria fazer parte da fase dela loucamente e isso era um grande motivo para brigarmos. Então os filhos que eu sonhava ter eu sonhava em te-los com idade bem próximas. (A Lubrasil pra mim é um dos exemplos de mãe de três que gostaria de ser, ela consegue ser mãe igualmente para os três. Não deve ser fácil mas ela da conta do recado, talvez a idade próxima entre as crias facilite de alguma forma.)
Vejo também que em algumas familias numerosas alguns filhos são criados como filho unico pela grande diferença de idade entre eles. Então pra mim valeria a pena ter um encostadinho do outro.
A Isto é mostra também que filhos unicos tem mais chances de serem bem sucedidos por causa a intensidade do investimento emocional e financeiro. Criar um filho é bem caro, na mesma revista diz que criar um filho da gravidez aos 23 anos custa mais de 400 mil reais. O fato é que as familias tem diminuído e hoje ser filho único não é mais coisa de outro mundo. É possível criar apenas um filho e ele não ser um “reizinho” insuportavel e um adulto extremamente egoísta afinal ninguém é egoísta, egocêntrico e mimado por ser filho unico e sim por não ter recebido a educação adequada. Moldar um ser humano não tem ligação com a quantidade de irmãos que ele tem e sim pela educação que ele recebe e o meio em que ele vive.
(post inspirado na revista Isto é – o Reinado do filho único)
6 Comentários
Cotidiano · educação infantil









